Médica ressuscita e diz que foi ao céu

A médica relata o que houve

Há muitas historias de pessoas que dizem terem ido ao céu (já ouvir muitas) e até de algumas que já foram nos dois. Mas uma médica americana garante que foi ao céu ao sofrer um acidente 
em 1999, no sul do Chile. Ela ficou cerca de 24 minutos sem respirar e foi dada como morta. Mais tarde, um trabalho de resgate conseguiu trazê-la de volta à vida.


Ao voltar à vida, disse ter passado por uma experiência transformadora. A doutora Mary Neal afirma que morreu, foi ao céu e Deus a mandou voltar. Foi então avisada da morte de seu filho, algo que só aconteceu uma década depois.
Neal, que vive no estado Wyoming, Estados Unidos, está lançando um livro onde fala sobre o sentido da vida. Em tradução livre, a obra inédita no Brasil, se chama “Sete lições do céu: como a morte me ensinou a ter uma vida cheia de alegria”.
A doutora Mary relata que foi sido trazida de volta à vida com uma missão: divulgar sua experiência. Ela já contou a experiência em dezenas de igrejas e gravou um documentário, que já foi exibido no programa americano Oprah Winfrey Show.
Ao explicar como é o céu, Mary insiste que não há nenhuma referência na terra que possa se assemelhar ao que viu. “Os sentidos eram diferentes. Quero dizer, a beleza era incrivelmente intensa, mas não tem como explicar”, lembra.
Sendo uma “mulher da ciência”, a americana diz que era uma cristã nominal, que mal ia à igreja e lia a Bíblia. Contudo, o encontro com Cristo nos céus mudou tudo. Nos primeiros meses após o acidente, ela fez de tudo para tentar explicar cientificamente o que aconteceu com ela, mas não pôde.
“A realidade é que Deus hoje faz parte de todas as coisas que faço. A presença de Deus é parte de todos os meus pensamentos”, ressalta. A doutora faz questão de testemunhar que, ao contrário do que muitas pessoas defendem, ser uma “boa pessoa” não é o suficiente para a salvação: é preciso ter um encontro pessoal com Jesus.
Ao falar sobre o tempo que passou no céu, Mary assevera que pôde ver toda a sua vida, do passado e do futuro, foi quando soube sobre a morte de seu filho, que ocorreria em 2009 durante um acidente de esqui. Porém, a doutora diz que os cristãos não precisam ter medo, pois confiam nas promessas de Deus.
Também apontou que descrever o céu é algo muito difícil, mas que foi tomada por uma forte sensação de ser acolhida e amada. Ela tinha consciência da vida que tinha na terra, mas não sentia vontade de voltar, pois no céu “tudo exala o amor de Deus”. Com informações Charisma News


Conheça a profecia de Nibiru, o suposto planeta que colidiria com a terra em 23 de setembro de 2017

A profecia de Nibiru foi divulgada há duas décadas e segue circulando na internet                 

Bom pessoal, eu aqui de novo hoje vamos falar sobre a teoria do suporto planeta Nibur, será que ele existe? Leia e entenda...

Uma suposta teoria afirmava que a terra seria abalada por um planeta que se chama Nibiru, a data para essa colisão era o dia 23 de setembro de 2017, a colisão não aconteceu.

Profecias sobre o fim do mundo não é novidade desde de que nasci, todas até o momento foram para o ralo. São todas interessantes mesmo sabendo que esse fim premeditado não irá acontecer.

A profecia sobre Nibiru e o fim do mundo circula na internet há mais de duas décadas e ganhou força nas últimas semanas. A teoria, que combina astronomia, pesquisa científica e passagens bíblicas, já foi descartada pela Nasa em diversas ocasiões.


Inicialmente, a profecia afirmava que a catástrofe ocorreria em maio de 2003. Quando nada aconteceu, seus seguidores fizeram uma nova interpretação e a programaram para dezembro de 2012, fazendo uma conexão com um dos ciclos do calendário maia (de novo o calendário maia).

A mais recente previsão teria sido formulada a partir de uma teoria de David Meade, autor do livro Planet X - The 2017 Arrival ("Planeta X - 2014, a Chegada", em tradução livre para o português), que se autodescreve como "especialista em pesquisas e investigações".

Segundo ele, a nova estimativa é baseada em passagens da Bíblia e em supertições que rondam o número 33 - número de dias do intervalo entre o eclipse solar de 21 de agosto, considerado um "presságio", e a data prevista para a colisão de Nibiru.

"Jesus viveu 33 anos. O nome de Elohim, que é o nome de Deus para os judeus, foi mencionado 33 vezes [na Bíblia]. É um número muito significativo biblicamente, numerologicamente significativo. Estou falando de astronomia. Estou falando da Bíblia... e mesclando os dois", disse Meade em entrevista ao jornal americano The Washington Post.


Eclipses, como o do último 21 de agosto, eram interpretados por culturas antigas como presságio de eventos negativos                 


Como tudo começou

De acordo com jornal britânico The Telegraph, as teorias conspiratórias sobre a existência de Nibiru começaram em 1995, quando a americana Nancy Lieder criou o site ZetaTalk. Ela afirma ser um canal de comunicação com alienígenas, que a teriam alertado sobre a catástrofe de Nibiru.

A teoria ganhou força novamente agora com as previsões de David Meade.

"A passagem do Planeta X pode ser a maior catastrófe sobre a humanidade desde a Arca de Noé".
"Vulcões em toda a Terra vão entrar em erupção junto com múltiplos terremotos de alta magnitude, tsunamis e tempestade de meteoros", descreve Meade em seu site.

Essa teoria é conspiratória, já que o planeta Nibiru sequer existe segundo a NASA. A agência espacial americana, afirma que não existia fundamento para essa crença.

"É uma teoria conspiratória da internet", garante a agência.

Em artigo publicado em 2012 por conta do suposto apocalipse previsto para aquele ano, a agência foi contundente:
"Se o Nibiru ou Planeta X fosse real e se dirigisse à Terra, os astrônomos estariam seguindo ele há pelo menos uma década, e agora seria visível a olho nu. Obviamente, não existe."

David Morrison é um dos cientistas mais críticos da Nasa e já se manifestou publicamente para desmentir a teoria de Nibiru. Em 2011, ele afirmou que chegou a receber até cinco e-mails por dia de pessoas perguntando sobre o suposto planeta.


David Morrison, cientista da Nasa, gravou vídeos e escreveu artigos para descartar a existência de Nibiru (Foto: YouTube)                 


Morrison definiu ainda como "absurdas" as teses de que Nibiru talvez não tenha sido localizado porque está escondido atrás do Sol, ou porque só pode ser visível do Polo Sul.

Em entrevista ao jornal americano The Washington Post, em janeiro, o cientista lamentou que ainda haja cerca de 2 milhões de páginas na internet sobre a suposta colisão de Nibiru com a Terra.

Com informações da BBC e deste blog.
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Conheça o tipo de "psicopata do bem"


Bom a matéria de hoje ficará com um gosto de “quero mais”. A ideia é essa. Estou escrevendo esse post as 6 horas da manhã. Espero que gostem. 

Muitos psicopatas são conhecidos por seus atos maus e por enganar e até matar as outras pessoas, inclusive crianças, mas eles matam qualquer um, seja homem ou mulher.

E eles não tem nada definido, os psicopatas podem ser um empresário que burla as regras da empresa para obter lucros ou até um simples funcionário que gosta que passar o pé no colega para sair na frente de uma maneira desleal. Ou pode ser um pastor que engana os fieis com falsas curas para conseguir dinheiro. Um psicopata pode ser um homossexual, pois ninguém é santo, mas também, nem todo mundo é um psicopata.

Vemos todos os santos dias nos jornais notícias de um determinado empresário que cometeu crimes seja ele de corrupção ou até assassinato. Mais vimos ainda são notícias de políticos metidos em corrupção.

Tenha em mente uma coisa: nem todo psicopata mata no sentido litoral da palavra, mas ele pode matar outras coisas como um sonho de alguém, uma comida, a fé, o prazer de viver de alguém e etc.

Assim era com João um menino meigo e interessante e além de tudo inteligente, mas os pais achavam estranho, era que ele não tinha apego a nada, não se apagava com amigos, namoradas e família. Era interesseiro, só queria se aproximar de alguém em troca de algo que a pessoa tinha, se não tivesse nem chegava perto. Os primos e família achavam João estranho, pois ele conseguia enganar as pessoas de uma maneira inacreditável. Ele enganou um amigo durante mais de 8 anos, sempre fingia que ele ser um bom amigo, mas sempre dava um pé na bunda dele. A primeira namorada que apareceu largou o amigo de lado e ainda inventou que ele tinha roubado um objeto que era do próprio amigo, mas ele fez parecer que era dele. Entrou para uma igreja e rapidinho virou um pastor e grande líder, em pouco tempo deu calote na sede da igreja pegando todo o dinheiro da oferta de um grande congresso sem ninguém perceber, e sozinho.

Quando ainda pequeno João foi levado ao médico e psicólogo para ver o que ele tinha, a família disse que os doutores não diagnosticaram nada nele. Ou foi por incompetência ou talvez João enganasse até os médicos. Só aos 16 anos, quando já tinha cometido uma série de crimes que diagnosticaram nele o distúrbio de personalidade antissocial. É grave, mas João por incrível que pareça não oferece risco de matar alguém como um psicopata de risco, assim, como muitos por aí que vemos todos os dias no Cidade Alerta ou no Brasil Urgente.

Esse foi só um exemplo nosso, mas tem mais...

Segundo reportagem da Super, pessoas como nosso exemplo não são como o “Maníaco do Parque” e o “Assassino da Bicicleta”, mas sofrem de uma grande falta de compaixão, isso é: não sentir nada pelo que fazem, dano algum eles sofrem por seus erros. Não tem medo de serem pegos.

Eles são conhecidos como malignos, gênios ou coisa do tipo. Mas para a OMS (Organização Mundial da Saúde) eles sofrem de psicopatia. Como já dito acima: transtorno de personalidade antissocial.

“O número de pessoas que sofrem desse transtorno chega a 1% a 2% da população, e entre os presos o número chega a 20%”, explica a psiquiatra forense, Morana, do Instituto de Medicina Social e de Criminologia do Estado de São Paulo. Isso quer dizer que a cada uma pessoa 30 poderia ser diagnosticada de psicopata. E que só no Brasil 5 milhões de pessoas ou mais são psicopatas. Dessas pessoas poucas seriam violentas. Elas nem sempre cometem crimes, mas sempre deixam quem está próxima desapontada. “Eles andam pela sociedade como predadores sociais, rachando famílias, se aproveitando de pessoas vulneráveis e deixando carteiras vazias por onde passam”, disse à SUPER o psicólogo canadense Robert Hare, professor da Universidade da Colúmbia Britânica e um dos maiores especialistas no assunto.


Um psicopata foi conseguiu enganar todos de um hospital se passando por médico e aleijou 23 pessoas e é suspeito de matar três, ele se chama Alessandro Marques Gonçalves, ficou conhecido em todos os jornais e segundo o delegado, o sujeito “fala igual um médico”, “ele usa termos técnicos e fala com toda a naturalidade”. “E também acha que não está fazendo nada de errado e diz friamente, que queria fazer o bem aos pacientes.”

Quando foi preso Alessandro não escondeu a cabeça e deixou se filmar à vontade.

Segundo o psiquiatra Antônio de Pádua Serafim, do Hospital das Clínicas de São de Paulo, “idiagnostico de transtorno de antissocial depende de um exame detalhado, mas dá para perceber característica de uma psicopata nesse falso médico. É que além de mentir, ele mostra ausência de culpa”.

O que diferencia o psicopata de uma pessoa normal é que ele não sofre culpa. Justamente por achar que não fazem nada de errado e assim repetem seus erros. “Psicopatas reincidem três vezes mais que criminosos comuns”, afirma Hilda Morana, que traduziu e adaptou a escala Hare para o Brasil. “Tem mais: eles acham que são imunes a punições.” E isso vale em qualquer situação.

Psicopatas não aprendem com punições. Não adianta dar palmadas neles.

Ele pode ser aquele que trai a namorada e se orgulha para os amigos.

Como vimos, eles não são só aqueles que matam, mas também os que enganam. Por isso é sempre bom está de olho em quem está ao nosso redor.

Com algumas informações da SUPER e deste blog é claro rs.
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O ritual de canibalismo dos índios brasileiros


Pouco se sabe, mas na história do Brasil os índios praticavam uma prática que é totalmente abominável por muitos e que inclusive causa ânsia nas pessoas quando se fala do assunto, estou falando do canibalismo. O canibalismo era prática comum entre os índios do século 16 no Brasil, em grandes cerimônias os índios devoravam seus inimigos em forma de poder, pensavam que ao comer a carne de um inimigo eles adquiririam as qualidades dele. Essa prática sempre foi simbólica, ou eles devoravam os inimigos ou faziam uma grande antropofagia funerária e religiosa.

O ritual era o seguinte: a ingestão das cinzas dos mortos homenageia e ajuda a alma daquele que morreu. Esse ritual ainda existe e faz parte da prática dos costumes ianomâmis.

Muitos se chocavam com as cerimônias dos tupis de tão brutal que eram, mas pior ainda era que ficavam apavorados com os ianomâmis que, pois choca o senso comum pelo que tem de inesperado. Diferentemente dos tupis, os ianomâmis comiam (ou melhor, comer) as cinzas do amigo morto é uma forma de respeito e afeto. O mais estranho desse canibalismo é que ele não é um gesto de ódio e sim de amor

Agora vou pôr você em dia com os rituais antropofágicos dos índios da terra chamada Brasil. Desde os guerreiros que acreditavam que comer a carne do inimigo herdavam sua valentia e coragem em combate..

Em 1553 um alemão chamado de Hans Staden naufragou em Itanhaém, litoral de São Paulo, e ficou nove meses na aldeia do cacique Cunhambebe na região de Magaratiba, Rio de Janeiro. Ele participou de uma expedição de canoa até Bertioga, em São Paulo, para capturar inimigos. Durante a batalha ele viu mortos e feridos serem devorados no campo de batalha e também na retirada. Os que foram presos nessa batalha foram levados para a aldeia, para que as mulheres da tribo pudessem devorar eles também. Foi um ritual antropofágico.

O antropólogo Carlos Fausto explica, “o valor fundamental da sociedade tupinambá era predar o inimigo”.

O sacrifício na honrava apenas a vítima, mas o carrasco também e as execuções demoravam meses.
Os índios carrascos sedia casa ao cativo e também sua irmã ou filha, como esposa.
Os carrascos faziam o preso circular pela aldeia e era exibido aos vizinhos. A atração (execução) atraia muitos convidados que eram recebidos com danças regadas a cauim (uma bebida fermentada à base de mandioca).

O preso tinha a chance de vingar sua morte antes de morrer. Pintado e decorado, era amarrado pelo ventre com uma corda de algodão e recebia pedras para jogar contra a audiência. Para mostrar sua coragem ele insultava a todos.

O carrasco no ritual imitava uma ave de ibirapema (borduna) vestido de penas. Há relato do padre Anchieta que um dia um preso desafiou seu algoz dizendo: “Mata-me! Tens muito que te vingar de mim! Comi teu pai. Comi teu irmão! Comi teu filho! E meus irmãos vão me vingar e comer vocês todos.”

Momento cruel
Um golpe dirigido na nuca rompia o crânio e acudiam as mulheres velhas, com cabaças, para recolher o sangue. Tudo era ingerido por todos. A mães melecavam os seios de sangue para os bebês provarem também do inimigo. O cadáver era esquartejado e destrinchado, assado numa grelha e disputado por centenas de participantes – que comiam pedacinhos. Se fosse muito numerosos, era feito um caldo dos pés, mãos, tripas cozidas. Os hóspedes era levado às aldeias levando pedaços assados.



Mas só o carrasco não comia. Descansava, em jejum, e, após a reclusão, adotava um novo nome. O acumulo de nomes era sinal de bravura: indicava o número de inimigos abatidos. Grandes guerreiros tinham até cem apelidos. Comer o inimigo era afirmar potência.

A catequese dos brancos acabou com o ritual macabro dos índios. O ritual era pertencido a uma cultura estável, que foi desestruturada até em grupos mais arredios. Na história a ultima tribo tupi contada no Brasil , em 1994, os tupis-de-cunimapanema, no norte de Santarém, não tinha vestígios de antropofagia.

Justiça autorizou considerar homossexualidade doença? Saiba a verdade dos fatos


A notícia de que a Justiça teria autorizado considerar a homossexualidade uma doença vem sendo repercutida pela grande mídia, a partir de uma narrativa incompleta e tendenciosa dos fatos. Afinal, a que a decisão se refere e qual a verdade sobre o assunto?
Uma Ação Popular impetrada por um grupo de dezenas de psicólogos na Justiça Federal do Distrito Federal contra o Conselho Federal de Psicologia (CFP) resultou em uma decisão liminar que suspende a Resolução 01/99 da entidade, que proibia psicólogos de receberem em seus consultórios homossexuais egodistônicos que buscassem tratamento.
Resumidamente, a decisão é uma vitória dos homossexuais, que agora podem procurar os psicólogos quando se sentirem incomodados com sua orientação sexual, e assim, encontrar meios de compreender a própria sexualidade e fazer escolhas para sua vida pessoal com maior autoconfiança.
O homossexual egodistônico é alguém caracterizado pela inconformidade com sua orientação sexual e que busca formas de abrir mão da atração por pessoas do mesmo sexo e assim, reduzir os transtornos psicológicos e comportamentais associados.
O grupo de psicólogos que impetrou ação na Justiça Federal foi motivado pelos casos da psicóloga Rozângela Justino, uma profissional da área que sofreu censura do CFP em 2009; e da psicóloga Marisa Lobo, evangélica, e que chegou a ter o registro profissional cassado pelo Conselho Regional de Psicologia do Paraná – decisão revertida em instâncias superiores.
Os profissionais viram, nesses casos, uma ação repleta de parcialidade, com intenção de censura e perseguição religiosa do CFP, e assim procuraram a Justiça Federal para reverter a conduta da entidade de classe. De quebra, a decisão restaurou parte da liberdade de expressão dos homossexuais egodistônicos.

Decisão

O juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, titular da 14ª Vara da Justiça Federal em Brasília, reconheceu que os psicólogos encontravam-se impedidos de clinicar ou promover estudos acerca da reorientação sexual devido a uma interpretação equivocada da Resolução 01/90; editada pelo CFP para disciplinar a atuação dos profissionais da psicologia no que se refere à questão homossexual.
O magistrado entendeu que esse impedimento trazia grande prejuízo aos indivíduos que manifestam interesse nesse tipo de assistência psicológica, mas estavam com seus direitos cerceados por conta da resolução do CFP.
“Por todo exposto, vislumbro a presença dos pressupostos necessários à concessão parcial da liminar vindicada, visto que: a aparência do bom direito resta evidenciada pela interpretação dada à Resolução nº 001/1990 pelo CFP, no sentido de proibir o aprofundamento dos estudos científicos relacionados à orientação sexual, afetando, assim, a liberdade científica do país, e por consequência, seu patrimônio cultural”, pontuou o juiz.
“Defiro, em parte, a liminar requerida para, sem suspender os efeitos da Resolução nº 001/1990, determinar ao Conselho Federal de Psicologia que não a interprete do modo a impedir os psicólogos de promoverem estudos ou atendimento profissional, de forma reservada, pertinente à (re)orientação sexual, garantindo-lhes, assim, a plena liberdade científica acerca da matéria, sem qualquer censura ou necessidade de licença prévia por parte do CFP, em razão do disposto no art. 5º, inciso X, da Constituição de 1988”, acrescentou o juiz.

CFP

De acordo com informações do jornal O Globo, o CFP emitiu um comunicado reprovando a decisão da Justiça em relação à ação popular movida pelos psicólogos: “O Conselho Federal de Psicologia se posicionou contrário à ação, apresentando evidências jurídicas, científicas e técnicas que refutavam o pedido liminar. Os representantes do CFP destacaram que a homossexualidade não é considerada patologia, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) – entendimento reconhecimento internacionalmente”, dizia a nota.
O uso do termo “patologia” na nota abriu caminho para que veículos de imprensa da grande mídia veiculassem notícias acusando a ação e a decisão da Justiça de considerar a homossexualidade como doença, desconsiderando o fato de que a medida liminar se refere apenas aos casos de homossexuais que sofrem de egodistonia, e estavam impedidos de conseguir ajuda profissional.
“A terapias de reversão sexual não têm resolutividade, como apontam estudos feitos pelas comunidades científicas nacional e internacional, além de provocarem sequelas e agravos ao sofrimento psíquico”, pontuou o CFP, de forma a omitir a questão da egodistonia, que é um distúrbio estudado e tratado pela área.
O CFP diz no texto que a resolução 01/99 produz “o enfrentamento aos preconceitos e na proteção dos direitos da população LGBT no contexto social brasileiro, que apresenta altos índices de violência e mortes por LGBTfobia”, dizia o comunicado, alegando que a resolução não resultava em “qualquer cerceamento da liberdade profissional e de pesquisas na área de sexualidade decorrentes dos pressupostos da resolução”.
A decisão liminar do juiz federal Waldemar Cláudio de Carvalho mantém a integralidade do texto da Resolução 01/99, mas determina que o CFP a interprete de modo a não proibir que psicólogos façam atendimento nos casos de homossexuais egodistônicos, frisando que o atendimento deve ser sigiloso.
O especialista em Políticas Públicas e Mestre em Saúde Pública, Claudemiro Soares, comentou a decisão da Justiça: “Essa norma estava sendo interpretada em processos éticos do CFP de modo a promover até a cassação de registro profissional. Nesse sentido, pelo menos duas psicólogas sofreram essa medida extrema por haverem sido acusadas de praticar aquilo que os ativistas homossexuais chamam equivocadamente de ‘cura gay’”, afirmou.
O advogado Leonardo Loiola Cavalcanti, responsável pela apresentação da Ação Popular, comemorou a decisão: “Todos os psicólogos podem atender os homossexuais egodistônicos, aqueles que não se aceitam em sua orientação sexual, sem o receio de serem punidos pelo Conselho Federal de Psicologia. Viva a liberdade científica e o direito do consumidor!”.

Distorção

A grande mídia brasileira vem numa campanha de distorção dos fatos no que se refere a essa questão há anos, apoiando a militância LGBT na limitação do trabalho profissional de psicólogos que recebem homossexuais egodistônicos em seus consultórios, impendindo-os de ajudá-los a compreender e encontrar meios para reduzir seu sofrimento com a orientação sexual.
Em casos opostos, em que heterossexuais preocupados com a manifestação de atração sexual por pessoas do mesmo sexo, o CFP não exercia nenhuma restrição aos psicólogos, permitindo que o atendimento fosse feito de forma a prover conforto psicológico na aceitação da opção pela homossexualidade.
Diante dessa situação, o deputado federal João Campos (PRB-GO) apresentou, em 2011, um projeto de decreto legislativo para regulamentar a atuação profissional dos psicólogos nesse quesito, mas a grande imprensa deu uma conotação negativa à proposta apelidando-a de “cura gay”, o que gerou enorme repercussão popular e causou o sepultamento da proposta.
Agora, com a decisão da Justiça Federal, a discussão será ampliada, favorecendo o debate e a tramitação do PL 4931/2016, de autoria do deputado federal Ezequiel Teixeira, que aborda o mesmo tema e está na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF), de acordo com informações do jornal Estado de Minas.
A nova proposta faculta ao profissional de saúde mental aplicar terapias e tratamentos ao paciente diagnosticado com “transtorno psicológico da orientação sexual egodistônica, transtorno da maturação sexual, transtorno do relacionamento sexual e transtorno do desenvolvimento sexual”.
A discussão sobre o assunto ainda se estenderá por muito tempo, até que uma decisão final, com todas as dúvidas a respeito do tema, estejam dirimidas.
Fonte: Gospel Mais

Os dez remakes de filmes de terror de maiores sucessos


"It – A Coisa", que estreou este mês, é um remake de um telefilme dos anos 1990

A quem goste de filmes de terror (eu), e a quem deteste, no cinema eles fazem tanto sucesso e que remake de filmes antigos é quase comum.

Palhaços, fantasmas, criaturas demoníacas e zumbis: esses são alguns dos personagens que estão sempre recorrentes em filmes de terror assustando e assombrando gerações. Muitos dessas obras acabam ganhando o status de clássicos do cinema, seja pela sua qualidade técnica ou por contar uma boa história. Não é à toa, portanto, que diversos filmes que caíram na graça dos fãs do gênero ganharam 
remakes , como aconteceu mais recentemente com “It :A Coisa”. Obra do ilustre escritor de horror Stephen King, o livro ganhou um telefilme em 1990 que fez tamanho sucesso e rendeu até mesmo um Emmy na ocasião. Agora, a temática volta à tona com um longa para o cinema que chegou a fazer a melhor bilheteria de estreia de um filme de terror da história.



Entre remakes de clássicos e aqueles que, na verdade, fizeram mais sucesso que os originais, essas obras ganharam notoriedade no universo da sétima arte e tornaram-se grandes referências do gênero. Confira dez remakes que valem o ingresso do cinema. Qual dos filmes de terror é o seu favorito?

“O Médico e o Monstro”(1931 e 1941

Um dos clássicos dos filmes de terror, "O Médico e o Monstro" teve dois remakes no século XX



Com base no livro “O Estranho caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde”, de Robert Louis Stevenson publicado em 1886, o longa “O Médico e o Monstro” ganhou as telonas pela primeira vez em 1920. A história mirabolante de um cientista filantropo que testa em si mesmo uma fórmula que tem o intuito de provar que o bem e o mal existem em todas as pessoas. Entretanto, apesar das boas intenções, os efeitos do seu experimento começam a dar errado e o seu lado demoníaco começa a ganhar força aterrorizando todos ao seu redor.
O primeiro filme, na época, ainda era mudo inovando na transformação do médico Jekyll par ao diabólico Sr. Hyde. Caindo na graça dos fãs de filmes de terror, o longa ganhou um remake em 1931, que recebeu diversas indicações ao Oscar e, mais tarde, em 1941 que rendeu à Fredric March, ator protagonista da trama, o Oscar de melhor ator principal na época, além do prêmio da audiência de ator favorito no Festival de Veneza. Com dois remakes de sucesso, a história do século XIX eternizou-se na sétima arte conquistando diversas gerações.

"A Mosca" (1986)

O remake da ficção científica de terror rendeu um segundo filme sobre a trama


Um conto publicado por George Langelaan em 1957 na revista Playboy estadunidense foi o que inspirou a realização do filme “A Mosca da Cabeça Branca” no ano seguinte. A trama conta a história de um cientista que testa uma máquina de teletransporte e não percebe que uma mosca também entrou no aparelho. Ao se teletransportar, seu DNA se funde com o do inseto dando origem a uma letal mutação genética. A ficção científica de terror foi regravada anos mais tarde, mais precisamente em 1986, por David Cronenberg recebendo o Oscar de Melhor Caracterização e outros prêmios da crítica especializada de cinema. O remake rendeu um segundo filme sobre a temática em 1989.

"O Chamado" (2002)

A história de Samara Morgan na realidade é baseada em um romance japonês

Em 1998, o romance do japonês Koji Suzuki ganhava uma versão cinematográfica intitulada “Ringu”. A história era a de uma repórter que tinha que investigar a misteriosa morte de sua sobrinha quando descobre uma fita de vídeo que carrega consigo uma maldição: quem a assiste encontra com a morte em sete dias. Naquele ano, a história até chamou atenção dos fãs do gênero, mas ela só ganhou força quando Hollywood decidiu fazer um remake em 2002 protagonizado por Naomi Watts. O filme foi bem recebido pela crítica, que julgou a nova versão até mesmo superior à original, e acabou sendo um dos dez longas mais vistos naquele ano. A trama acabou ganhando mais três continuações, tendo a quarta sido lançada no início de 2017. Apesar de não ter atendido às expectativas dos fãs, a história de Samara Morgan ficou eternizada no imaginário do público e atualmente, ninguém mais se arrisca a assistir vídeos estranhos por aí.

"Madrugada dos Mortos" (2004)


O longa é remake de um clássico de George Andrew Romero

Quando o assunto é filmes de zumbis, George Andrew Romero é um dos principais nomes que vem à tona. Com uma filmografia que reúne grandes clássicos do cinema como “A Noite dos Mortos Vivos” (1968), o diretor também assina o clássico “Despertar dos Mortos” (1978) que conta a história de uma epidemia que devasta os Estados Unidos transformando grande parte da população em zumbis. Na trama, o governo recruta uma equipe para acabar com a ameaça, mas o plano sai errado e eles acabam ficando presos dentro de um shopping – não por muito tempo. O longa caiu no gosto da cultura pop e em 2004 teve a sua primeira refilmagem que levou o nome de “Madrugada dos Mortos” no Brasil, que recebeu diversas críticas positivas e foi categorizado como uma “re-imaginação” da produção original. É um daqueles filmes para assistir mais de uma vez – mas cuidado ao sair de frente das telinhas: você pode estar em um apocalipse zumbi e nem perceber!

“Halloween – O início” (2007)

O remake ficou por conta do músico Rob Zombie

Tudo começou em 1978 com o filme de John Carperter. Em uma noite de Halloween na cidade de Haddonfield, um garoto de seis anos de idade fantasiado de palhaço assassina a sua irmã mais velha. Quinze anos depois, preso em um hospício, o jovem escapa da clínica e volta a assombrar a cidade. O filme na época foi bem recebido pelo público e pela crítica especializada, o que acabou rendendo mais oito filmes sobre a trama. A temática foi se desenrolando ao longo dos anos, mas foi em 2007 que Rob Zombie, conhecido por integrar a extinta banda White Zombie, resolveu reviver o clássico com um remake centrado no que Michael Myers, protagonista da trama, passa nos seus anos de hospital psiquiátrico. As situações são mais intensas, mais desconfortáveis e até mesmo mais letais que às dos anos anteriores.

"Deixe-me Entrar" (2010)

A amizade entre duas crianças pode ser mais macabra do que parece em "Deixe-me entrar"

A amizade entre duas crianças pode ser uma coisa genuína, exceto pelo fato de que uma delas tem mais idade do que aparenta e precisa se alimentar de sangue para sobreviver. A história vampiresca é o enredo do filme sueco “Deixe Ela Entrar”, que foi um sucesso da crítica especializada e ganhou diversos prêmios de cinema em 2008, quando foi lançado. Dois anos depois, foi a vez de Matt Reeves, conhecido por “Coverfield”, dirigir um remake estadunidense sobre a trama – mas desta vez, com uma pitada de romance adolescente. Apesar de fugir do obscuro escandinavo, o filme faz valer o ingresso por trazer uma narrativa tensa e atualizada sobre o universo dos vampiros na sétima arte.

"Quarentena" (2008)

Um ano depois do lançamento do original espanhol, a versão estadunidense apareceu nas telonas


O filme espanhol “REC” (2007) rendeu aos fãs de filmes de zumbis um clássico contemporâneo. O longa conta a história de uma jornalista que ao acompanhar a noite de trabalho de bombeiros da cidade de Barcelona e acaba se vendo presa em um condomínio onde uma grave doença se espalha entre os moradores. O filme fez tanto sucesso que, logo no ano seguinte, ganhou uma versão estadunidense, intitulado como “Quarentena”. O remake se compromete a trazer todo o terror da Espanha para a cidade de Los Angeles, com algumas pequenas mudanças na trama. O importante é não desligar a câmera.

"A hora do Pesadelo" (2010)

O longa "A Hora do Pesadelo" tornou-se um dos clássicos da cultura pop



Freddy Krueger é, sem dúvida, um dos vilões mais famosos do universo dos filmes de terror. Os anos passam e o seu desejo de vingança ainda assusta os sonhos de diversos adolescentes ao redor do mundo. Em 1986 sua história veio à tona na sétima arte recebendo diversas críticas positivas principalmente pela habilidade técnica de mesclar as barreiras do real com o imaginário, brincando com as percepções dos telespectadores e rendendo ao longa indicações mesmo anos depois do seu lançamento. Em 2010 foi a vez de atualizar a história com um remake que apesar das críticas negativas pela crítica especializada, fez sucesso de bilheteria. O filme não supera o original, mas é uma boa alternativa para quem é fã do vilão e gosta de uma atualização cinematográfica.


"Sexta Feira 13" (2009)

Na época de seu lançamento, o longa bateu recorde de bilheteria em relação às estreias de filmes de terror nos cinemas

Outro clássico do cinema com um vilão com sede de vingança ganhou regravações. O psicopata Jason Voorhees apareceu pela primeira vez nas telonas do cinema em 1980 – e depois nunca mais parou, tendo entrado nos holofotes mais doze vezes na sétima arte. A história de um jovem que supostamente havia morrido no parque Crystal Lake foi um grande sucesso de bilheteria na sua estreia e não a toa que seu remake, que veio em 2009, também conquistou bons números nos cinemas, chegando a bater o recorde de estreia de um filme de terror na época, ainda que não apresentasse um grande elenco ou ter recebido comentários positivos da crítica especializada.



"Somos o que somos" (2013)

O longa foi baseado em uma obra mexicana

Quando o filme mexicano “Somos lo que hay” chegou aos cinemas em 2010, o longa era conhecido por ser um drama familiar, mas o que era apenas uma história trágica trouxe terror para as telonas do cinema. A história começa com a morte de um patriarca em um Shopping Center que acaba deixando três filhos e sua esposa muito pobres no mundo. As coisas começam a complicar quando durante a autópsia descobrem um dedo humano em seu estômago. Em 2013 a trama caiu nas mãos de Jim Mickle (“Anoitecer Violento”) que apesar de se inspirar na história mexicana, tem um desenrolar bastante diferente. No remake, o centro da história é a família Parker que é considerada amigável em uma cidade pacata do país, mas na vida privada, o pai envolve seus filhos em uma tensão religiosa pra lá de macabra que é digno de receber destaque entre os remakes de filmes de terror.


Quase 80.000 papiros estão para serem decifrados em Viena


Viena, 16 set (EFE).- Quase 80 mil papiros em árabe, muitos deles da época da conquista do Egito, pouco depois de Maomé, esperam para serem decifrados e digitalizados em um projeto internacional na Biblioteca Nacional de Viena.
Segundo explicou Bernhard Palme, diretor do Museu do Papiro de Viena, o interesse internacional pelas raízes da cultura árabe "cresceu por causa da chamada Primavera Árabe e de todo o movimento que surgiu" nas regiões envolvidas.
"Ainda que não se saiba quantos há no Cairo, pode se dizer que a coleção de papiros de Viena tem o maior número de textos (dessa época) em árabe do mundo: cerca de 80 mil documentos, dos quais até agora apenas 800 foram lidos", contou Palme à Agencia Efe.
Este especialista, catedrático de Papirologia da Universidade de Viena, assegurou que, por enquanto, não se achou nenhum documento que revele se as normas de comportamento ou vestimenta para homens e mulheres que hoje são impostas em algumas culturas árabes, como a burka, têm uma origem tão antiga.
"O primeiro que aparece são documentos administrativos e cartas de negócios", e o que se tem descoberto dessa época trata mais de "assuntos de impostos, cartas privadas, de negócios... Mas nada de tratados teóricos sobre o tratamento das mulheres", disse Palme.
"Apesar disso, tendo em vista o tesouro que ainda resta para ser descoberto neste museu, não se pode descartar que os cientistas acabem encontrando alguma coisa", destacou o especialista austríaco.
Com cerca de 180 mil "rolos" que abrangem 3.000 anos (desde 1500 antes de Cristo até 1500 depois de Cristo), a coleção de papiros de Viena é uma das maiores do mundo e está incluída na lista do programa da Unesco "Memória do Mundo" como patrimônio histórico documental da humanidade.
Para o papirólogo, o que esta coleção tem de especial é que contém documentos que datam dos primeiros séculos do domínio árabe.
Um exemplo é o papiro em língua árabe mais antigo que se conhece no mundo: um recibo da entrega de 65 ovelhas para soldados do exército árabe, emitido em 25 de abril de 643, ou seja, "um ano e meio somente após a conquista do Egito" e 11 anos após a morte de Maomé.
É parte da exposição permanente do museu que, situado no porão da Biblioteca Nacional da Áustria, no Palácio Imperial de Viena, carece de janelas e tem uma luz muito tênue, para proteger os delicados objetos por trás de suas vitrines.
O citado papiro está escrito em dois idiomas, árabe e grego, reflexo que nessa época ambos os idiomas conviviam no império, como também com a língua copta, explicou Palme.
O especialista lembra que o mundo científico conta com uma "maravilhosa" historiografia árabe sobre a época da conquista (árabe, no ano 640) de Palestina, Síria, Egito e Iraque, mas o problema é que foi escrita cerca de 400 anos depois dos eventos.
"E o que queremos ter são documentos provenientes dessa mesma época (da conquista). E há em grandes quantidades entre os papiros. Por isso o esforço de encontrar esses documentos antigos, digitalizá-los, estudá-los e publicá-los", destacou Palme.
O diretor explicou que "apesar de serem apenas pequenos focos ("spotlights"), mensagens curtas, que não oferecem um grande panorama da história, com eles se pode entender muitas coisas sobre o domínio, sobre a comunicação, a atividade dos primeiros administradores".
"Quando muitas centenas e milhares desses textos forem publicados, a nossa imagem será cada vez mais completa", ressaltou Palme.
Para isso foi lançado há quatro anos em Viena um projeto para decifrar o conteúdo dos documentos árabes e digitalizá-los.
O objetivo final é criar um acesso on-line a cerca de 15 mil papiros e poder assim convidar arabistas de todo o mundo a ler e decifrar os mistérios destes documentos. EFE

O adolescente que queria ser um serial killer

James Fairweather diz ouvir vozes que o compelem a matar
 

Primeiro, um homem foi encontrado morto com mais de cem facadas em um parque da cidade de Colchester, no nordeste da Inglaterra. Depois, uma jovem saudita foi achada com 16 facadas, inclusive nos olhos, ao lado de uma pista de caminhada movimentada.

Teorias sobre quem seria o assassino se multiplicaram. Nenhuma era tão surpreendente quanto a verdade.


Apenas 13 dias após o segundo crime, a polícia estava interrogando um adolescente de 15 anos. Ele era uma das 70 pessoas do norte do condado de Essex que foram para prestar depoimento sobre as mortes de Nahid Almanea, em junho de 2014, e de James Attfield, ocorrido três meses antes.

Todas tinham passagem pela polícia por terem cometido crimes usando facas. James Fairweather estava sob a supervisão de uma corte de delitos juvenis por um roubo a mão armada em janeiro daquele ano, quando levou charutos de uma loja.

Ele prestou depoimento voluntariamente, com sua mãe ao lado, disse à polícia que estava em casa na hora das mortes e foi liberado. Mal sabiam os policiais que haviam acabado de deixar o autor dos dois assassinatos ir embora.

James Attfield foi morto com 102 facadas em um parque

Os assassinatos

A violência do ataque a James Attfield impressionou até os policiais.

Ele sofreu mais de cem ferimentos a faca quando foi atacado no Castle Park, em março de 2014. Seu corpo estava coberto por sangue e por ferimentos terríveis demais para serem descritos aqui. Ainda estava vivo quando foi achado, mas morreu ainda no local, enquanto os paramédicos tentavam salvá-lo.

Três meses depois, Nahid Almanea, uma estudante da Universidade de Essex de 31 anos, foi encontrada morta em meio ao mato ao lado de uma pista de caminhada, a trilha Salary Brook, próxima de sua casa. Ela havia levado diversas facadas – ambos os olhos haviam sido apunhalados.

Dois assassinos ou um?

"Não sabíamos o que pensar", diz Tim Young, membro do conselho local e morador da área onde a jovem saudita foi morta. "As pessoas ficaram preocupadas, porque poderia ocorrer de novo."

Attfield e Almanea eram vítimas muito diferentes – um era homem branco britânico e a outra, uma mulher muçulmana. Ela foi morta de noite e ele, durante o dia.

Para a cidade de Colchester, as mortes representavam um dilema cruel. Ou havia dois assassinos à solta ao mesmo tempo, ou um único assassino que não parecia ter predileção especial por um tipo de vítima específico.

As pessoas logo passaram a evitar os vários parques e áreas verdes de Colchester. A vegetação alta foi cortada para não dar aos autores (ou autor?) dos ataques locais para se esconderem.

"Havia várias teorias sendo debatidas, mas acho que havia um sentimento genuíno de que, quem quer que fosse responsável, não era local", diz Young. "Como alguém que vive na região seria capaz disso?"

Inspeção da cena do crime revelou poucas pistas sobre o autor

A investigação

A polícia fez, então, diversos apelos públicos. "Havia poucas evidências forenses ou físicas coletadas nas cenas dos crimes ou dos corpos para que os policiais tivessem uma linha de investigação que levasse a qualquer indivíduo", afirma o promotor Paul Scothern, que viria a acusar Fairweather.

Os investigadores queriam interrogar "seis homens misteriosos" registrados por câmeras de segurança, uma mulher que havia sido mencionada por James Attfield em uma rede social e um casal que estava sentado em um banco.

E, com a morte de Almanea, veio uma nova rodada de apelos, várias prisões e um pedido por informações sobre um homem bronzeado que usava uma jaqueta com um estilo caracteristicamente italiano e por um homem que vestia um agasalho vermelho com capuz.

Nas redes sociais e na imprensa ao redor mundo, logo surgiram comentários que ligavam a morte da jovem muçulmana à sua religião. Havia teorias de que seu assassinato tinha motivações religiosas ou raciais.

Na verdade, como os jurados do caso ouviriam depois, Almanea foi morta por estar no lugar e na hora errados. "A escolha dos alvos foi totalmente aleatória", diz Scothern. "A intenção do criminoso era sair e matar alguém. Não havia uma condição específica para quem, onde ou quando."

A terceira vítima

Tudo voltou à normalidade, até que, quase um ano depois, Michelle Sadler levou seu cão para passear no meio da manhã de 27 de maio. Ela viu um rapaz com óculos de aros grossos e escuros parado sozinho em uma passarela perto de onde Almanea havia sido morta.

Ela pensou que ele agia de forma suspeita e sentiu-se "intimidada e ansiosa" com sua presença. Muitas pessoas simplesmente ignorariam esse encontro, mas Sadler decidiu avisar à polícia. O suspeito era James Fairweather.

Quando o policial Scott Lumir chegou dez minutos depois, Fairweather disse que havia saído para caminhar e clarear a mente. Ele disse que "não estava se sentindo muito bem". O policial perguntou se ele levava algo que não deveria.

Sim, respondeu o jovem, que usava luvas emborrachadas e tinha uma faca no bolso. Fairweather foi preso, e no interrogatório veio à tona que ele estava atrás de uma terceira vítima.

Mas por que esperar 11 meses para isso? O assassino disse que os dois primeiros assassinatos tinham despertado um nervosismo nas pessoas. Isso, segundo ele, dificultou a busca por um novo alvo.

Logo, a polícia havia falhado ao não prendê-lo após interrogá-lo pouso depois da morte de Almanea? O promotor Scothern diz acreditar que não.

"Ele foi um dos que compareceu prontamente à delegacia para depor, e o que ele disse pôde ser verificado até certo ponto", afirma. "Não havia nada que apontasse sua ligação com atos que fossem motivo de preocupação. Era uma investigação com um escopo muito grande."

O estripador de Yorkshire e a coleção de DVDs

Fairweather tinha um DVD sobre o estripador de Yorkshire, Peter Sutcliffe

Os registros escolares de Fairweather dão conta de um menino "que tinha empatia pelos outros". Mas, quando o psiquiatra Simon Hill o avaliou em agosto passado, o jovem descreveu alguns dos "pensamentos mais antissociais e violentos" com os quais o médico havia se deparado em sua carreira.

Ele disse ouvir vozes que o mandavam colocar fogo em bebês e expressou ódio por prostitutas, dizendo que essas mesmas vozes lhe pediam que arrancasse suas línguas. Também contou como seu professor o fez ficar com raiva e como ficou empolgado com a ideia de feri-lo e jogar ácido em seu rosto.

De certa forma, a escalada de violência podia ser notada na escola. Fairweather era às vezes alvo de gozação por causa de suas orelhas e causava "um pouco de problemas", além de ser descrito como um "garoto espertinho" que faltava com frequência. Professores descreveram episódios em que ele chutou, esmurrou e jogou para longe móveis escolares.

Mas não havia algo que indicasse que ele viria a ser um assassino.

Depois da prisão, a polícia fez buscas em seu quarto e encontrou um DVD sobre o estripador de Yorkshire, Peter Sutcliffe (clique AQUI para saber mais sobre ele), e um livro chamado Os Piores Crimes do Mundo. Em seu telefone, foi achado um artigo sobre os "cinco assassinos em série terríveis que estão livres hoje".

Mas, apesar desse interesse no tema, diz Scothern, "isso por si só não é um indício de que alguém quer se tornar um assassino em série ou copiar esses crimes". "Basta ver uma livraria – a seção sobre o tema é repleta de títulos."

'Estava em fúria'

Fairweather disse que apunhalou os olhos das vítimas para que elas não vissem 'o mal'

Ao descrever os assassinatos para os detetives, Fairweather disse que havia saído escondido de casa por volta da meia noite e encontrou Attfield deitado bêbado na grama. Ele contou que as vozes disseram que o homem era "o alvo".

Attfield soltou um grito intenso, disse ele, "que o atravessou" e suplicou "pare, pare" ao receber os primeiros golpes no seu estômago e cabeça.

"Estava usando muita força. Estava em fúria. Durou dois ou três minutos. Quando você fica neste estado e ouve vozes rindo de você, a força vem naturalmente. Eu o apunhalei na cabeça. Errei um golpe na lateral. Atingi seu olho, e espirrou muito sangue. Pensei que estava morto."

Ele também recordou como surpreendeu Almanea com uma baioneta de 25 centímetros. "Ela estava caminhando para longe de mim e não me notou. Saquei a baioneta e mirei nos seus rins. Ela cambaleou. Era uma faca longa e, obviamente, a atravessou. Atingi seu olho e a matei instantaneamente. A faca atingiu o cérebro."

Mas, por que os olhos? Fairweather disse que era para que a vítima não conseguisse "ver o mal".

'Ele queria ser um serial killer'

O promotor Paul Scothem diz acreditar que o rapaz queria continuar matando

O adolescente alegou inocência ao dizer que não era responsável pelas mortes, já que sentia-se compelido a matar pelas vozes e visões que tinha.

Scothern disse que alguns dos argumentos eram "muito semelhantes" a fatos conhecidos sobre "outros assassinos em série e motivos apresentados por eles durante seus julgamentos".

Mas, durante o julgamento de Fairweather, vários psiquiatras afirmaram ser possível crer que ele de fato ouvia vozes. Entre outras razões, por causa de uma predisposição genética para doenças mentais. Seu pai havia tido o problema, inclusive ouvido vozes em sua cabeça.

Não foram assassinatos por impulso, diz Scothern, para quem Fairweather saiu de casa com a intenção de matar, escolheu suas vítimas e depois, de forma deliberada, não deixou pistas. E o rapaz não tinha planos de parar.

"Ele expressou ter intenção de continuar com os atos." E o fato de ele estar usando luvas quando foi preso sugere, segundo o promotor, que o rapaz queria evitar ser identificado "pelo máximo de tempo possível".

"É razoável dizer que ele queria se tornar um serial killer."

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